CASO DOROTHY STANG
A acusação contra Regivaldo
Regivaldo Pereira Galvão foi preso no dia 7 de abril de 2005, com base em depoimento extrajudicial de Amair Feijoli da Cunha .
Apontado como um dos intermediários do assassinato, Feijoli acusou Galvão de ser um dos contratantes do crime.
Em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público no dia 5 de abril de 2005, sem a presença de um advogado e autorização judicial, Amair Feijoli declarou que, durante encontro entre Vitalmiro de Moura e Regivaldo Galvão, este teria dito: "Enquanto não se der fim nesta mulher nós não vamos ter paz nestas terras em Anapu". A mulher a que se referia Regivaldo, segundo Amair, era Dorothy Stang.
É importante lembrar que em outros quatro depoimentos anteriores, Amair Feijoli jamais havia citado o nome de Regivaldo Galvão.
Em março de 2005, Regivaldo encontrava-se no Rio de Janeiro, onde submeteu-se a uma cirurgia. No dia 11 de março, prestou espontaneamente depoimento à Polícia Civil de Belém sobre o caso da morte da freira, visto que o crime ocorrera em fazenda que já tinha sido de sua propriedade por um período de quatro anos, sem que houvesse conflitos. Os problemas vieram a surgir somente após a venda da terra.
No dia 7 de abril, em depoimento à Polícia Federal, confirmara o que dissera à Polícia Civil: que não tinha qualquer envolvimento no assassinato da irmã Dorothy; que não tinha motivos para tirar-lhe a vida; que com ela nunca teve qualquer desentendimento.
Após o depoimento, Regivaldo foi preso na penitenciária da região metropolitana de Belém, onde permanece até hoje. Advogados do pecuarista entraram com recurso de habeas corpus, o que foi negado pela Justiça. Regivaldo Pereira Galvão foi pronunciado pela Justiça por homicídio qualificado mediante promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima , e pode ir a Júri Popular como um dos supostos mandantes do assassinato de Dorothy Stang. Também foram pronunciados Amair Feijoli, como suposto intermediário, e Vitalmiro de Moura, como suposto mandante.
De acordo com a denúncia, "o móvel do crime foi a promessa de recompensa feita pelos acusados Amair Feijoli da Cunha e Vitalmiro Bastos de Moura, no valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), caso executassem a freira". Posteriormente, o Ministério Público aditou denúncia contra Regivaldo Pereira Galvão, afirmando que o mesmo também seria responsável pela promessa de pagamento que culminou com a morte de Dorothy. |