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CASO DOROTHY STANG
DOSSIÊ REGIVALDO PEREIRA GALVÃO

Um crime mal contado

A missionária norte-americana Dorothy Stang foi assassinada em Anapu (PA), no dia 12 de fevereiro de 2005, em crime que chocou o País e o mundo, e com repercussões negativas - e ainda nítidas - para toda a sociedade paraense.

Os assassinos confessos: Raifran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista.

O acusado como mandante: o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura.

O acusado como intermediário: o comerciante Amair Feijoli da Cunha.

O nome de todos aparece no inquérito da Polícia Federal aberto à época, nos autos do processo judicial e em relatório elaborado pela comissão do Senado que acompanhou as investigações.

Quatro dias após o crime (16/2/2005), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Prelazia do Xingu - órgãos ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - convocaram entrevista coletiva para série de denúncias e alertas sobre a questão agrária no Estado do Pará.

No encontro com a Imprensa, as entidades relacionaram o crime ao avanço do agronegócio sobre a floresta amazônica e sobre as terras dos trabalhadores rurais. CPT e Prelazia insistiram num ponto comum: a morte da irmã Dorothy foi resultado da luta dos trabalhadores pela terra.

"Fazendeiros, madeireiros, plantadores de soja, acobertados pelo discurso da produtividade, avançam sobre as terras públicas, sobre territórios ocupados por populações tradicionais - indígenas, ribeirinhos, posseiros e muitos outros", diz trecho de documento divulgado durante a entrevista.

Conhecidos autores e mandantes, e reconhecidas as circunstâncias do crime, por que então acusam um inocente e o mantêm preso à revelia do que dita a Constituição Federal?

Preso há quase um ano - período em que está distante da esposa, dos três filhos e dos negócios - Regivaldo Pereira Galvão é inocente do delito que tentam atribuir a ele.

A acusação contra Regivaldo Pereira Galvão é inconsistente e sem nenhum fundamento lógico. Mais que isso, é fruto de "vingança" do seu único acusador, como o próprio afirmaria em depoimento em juízo. Vamos aos fatos.

Regivaldo é inocente!
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