CASO DOROTHY STANG
O desmentido em juízo e na TV
Amair Feijoli negaria, em quinto depoimento, as acusações iniciais, feitas extrajudicialmente e sem a presença de seu advogado. Ou seja: inocentaria Regivaldo Galvão de qualquer participação na trama.
No dia 15 de abril de 2005, na presença de seu advogado de defesa, do juiz Lucas do Carmo de Jesus, titular da Comarca de Pacajá (PA), e do representante do Ministério Público, Amair Feijoli contaria outra versão onde isentava Regivaldo Galvão de qualquer participação no crime . Feijoli assegurou que envolveu o nome de Regivaldo "porque o mesmo o havia parabenizado pela compra que fez na terra de Belo Monte com os 60 alqueires no lote 55". Achou que Regivaldo estivesse debochando da cara dele.
Amair Feijoli da Cunha pediu desculpas a Rosângela Galvão pelo que havia feito contra o seu marido. Na sede da Polícia Federal, em Belém, disse a ela que houvera pressão para que incriminasse Regivaldo no caso, tanto política quanto judicial.
Qual pressão foi essa? De onde partiu? Qual o motivo?
Em entrevista à TV Liberal (afiliada da Rede Globo em Belém), Amair Feijoli confirmou que foi pressionado em todos os seus depoimentos, fato que o teria levado a ceder e citar o nome de Regivaldo Galvão em seu quinto depoimento, incriminando-o . "Queriam fazer valer a idéia do consórcio de fazendeiros interessados na morte da freira", disse ele. Feijoli argumentou também ter agido, no primeiro depoimento, por vingança, ao se sentir enganado com a compra da fazenda que pertencera a Regivaldo. Segundo Amair Feijoli, Regivaldo Galvão não teve qualquer participação no crime. "Depois que fiz aquilo me arrependi muito. Vou retirar o nome de Regivaldo no Júri Popular", assegurou ele ao repórter da Rede Globo na TV Liberal, Jonas Campos.
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