CASO DOROTHY STANG
"A Polícia de moto-táxi"
Desde a prisão dos acusados pelo assassinato da irmã Dorothy Stang não se soube de investigações, por parte do Ministério Público ou da Polícia Federal, que apontassem rumo definitivo para o crime. Há forte evidência que, antes mesmo do delito, elas eram mal conduzidas e abertas a falhas gritantes.
Reforça tese nesse sentido depoimento de Dom Tomás Balduíno, presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). "Não existem recursos, o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] não tem estrutura, temos notícias de que a Polícia Federal estaria fazendo as investigações usando serviços de moto-táxi e carros de amigos dos investigadores", afirmou ele na coletiva de imprensa de 16/2/05.
Afora o depoimento extrajudicial de Amair Feijoli da Cunha - e desmentido pelo próprio depoente em juízo, reafirme-se - qual a prova material que Ministério Público e Polícia Federal apresentaram contra Regivaldo Galvão? Nenhuma.
À luz do Direito a prisão do "acusado" é arbitrária quando fecha os olhos e silencia ao princípio constitucional da ampla liberdade de defesa. "Ao acusador, o ônus da prova ", aprende-se no Direito.
Se ao longo de quase um ano de prisão faltaram provas contra Regivaldo Galvão, foi extensa, no entanto, a campanha difamatória em que o envolveram.
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